Homem é condenado por adulterar leite com produtos químicos na Serra Gaúcha

Um homem foi condenado pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé, no dia 13 de agosto de 2026, por participação na adulteração de leite destinado ao consumo humano. O réu atuava diretamente no processo de manipulação do produto e, segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), integrava o grupo responsável pela execução operacional da fraude na Serra Gaúcha.

MPRS – Homem é condenado por adulterar leite com produtos químicos na Serra Gaúcha – Jornal Rolante

De acordo com as investigações, o condenado trabalhava na plataforma de recebimento, carregamento e reaproveitamento de cargas em um posto de resfriamento em Guaporé. A partir de sua função, teria utilizado os tanques destinados ao armazenamento do leite para realizar a mistura de substâncias químicas.

Mistura incluía formol, soda cáustica, sal e açúcar

As análises laboratoriais realizadas durante a investigação identificaram diferentes substâncias adicionadas ilegalmente ao leite.

Entre os componentes encontrados estavam água, utilizada para aumentar o volume do produto; ureia com formaldeído (formol), empregada para mascarar a adição de água e dificultar a identificação da fraude; soda cáustica, utilizada para alterar a acidez; além de sal e açúcar, usados para ajustar características físicas do leite adulterado.

O nome do condenado não foi divulgado pelas autoridades judiciais.

Caso remonta à Operação Leite Compen$ado

A condenação é relacionada à primeira fase da Operação Leite Compen$ado, deflagrada em maio de 2013 e que revelou um amplo esquema de adulteração de leite no Rio Grande do Sul.

Na época, as investigações apontaram que o grupo criminoso movimentava aproximadamente 100 milhões de litros de leite por ano e teria adquirido mais de 100 toneladas de ureia para utilização na adulteração do produto.

Além de Guaporé, a operação alcançou municípios como Ibirubá, Horizontina, Selbach e Tapera. Uma indústria localizada em Guaporé chegou a ser interditada durante a investigação, e outras sete pessoas foram presas na primeira etapa da operação.

A nova condenação reforça o desdobramento judicial de um dos maiores casos de fraude envolvendo a cadeia do leite já investigados no Estado.

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