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CLIMA | Brasil terá semanas de extremos entre frio intenso no Sul e calor acima da média em outras regiões

O Brasil deve enfrentar um cenário de grande contraste térmico nas próximas semanas. Enquanto o Sul continuará sob influência de sucessivas massas de ar polar, mantendo temperaturas abaixo da média e geadas frequentes, boa parte das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e parte do Sudeste seguirá registrando calor acima do normal para esta época do ano.

As projeções dos principais modelos meteorológicos indicam que esse padrão deve permanecer durante a primeira quinzena de julho, reforçando a diferença entre as condições climáticas observadas nas diferentes regiões do país.

Créditos: MetSul Meteorologia 

Rio Grande do Sul seguirá com temperaturas abaixo da média

O Rio Grande do Sul continuará sendo a região mais afetada pelo frio. Desde o início de maio, o estado registra uma sequência incomum de incursões de ar polar, com poucos períodos de aquecimento entre uma massa de ar frio e outra.

Somente nos meses de maio e junho foram contabilizados 27 dias com temperaturas negativas no território gaúcho — sendo 13 em maio e 14 em junho. Já nos primeiros dias de julho, diversas cidades voltaram a registrar mínimas abaixo de 0°C, enquanto várias localidades tiveram algumas das tardes mais frias do ano.

Segundo as projeções meteorológicas, esse cenário deve continuar ao longo dos próximos dias.

Nova massa de ar polar chega nesta semana

A primeira massa de ar frio deve avançar sobre a Região Sul entre esta segunda-feira (6) e terça-feira (7). Apesar de não apresentar a mesma intensidade da onda de frio registrada na última semana, ela será suficiente para manter o tempo gelado.

A atuação de um sistema de alta pressão e de uma atmosfera mais seca favorecerá um intenso resfriamento durante as noites e madrugadas, principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no centro-sul do Paraná.

As madrugadas mais frias estão previstas para terça-feira (7), quarta-feira (8) e quinta-feira (9), quando diversas cidades poderão registrar novamente temperaturas negativas e formação de geada, especialmente nas regiões serranas e de maior altitude.

Durante as tardes, as temperaturas tendem a subir um pouco em comparação aos últimos dias, mas ainda permanecerão abaixo da média para o período.

Mais frio pode chegar na segunda quinzena de julho

Os modelos meteorológicos também apontam para a chegada de uma segunda massa de ar frio entre os dias 10 e 11 de julho, mantendo o padrão de baixas temperaturas e favorecendo novos episódios de geada.

Além disso, as projeções de longo prazo indicam a possibilidade de uma terceira incursão de ar polar por volta da metade do mês. Embora ainda seja um cenário preliminar e sujeito a alterações, a tendência reforça que julho deverá continuar sendo marcado pelo frio frequente na Região Sul.

Calor ganha força no Centro do Brasil

Enquanto o Sul enfrenta dias gelados, o restante do país vive uma realidade completamente oposta.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e grande parte do Nordeste devem permanecer sob influência de uma massa de ar quente, mantendo temperaturas acima da média histórica para o mês de julho.

Nos últimos dias, os termômetros registraram cerca de 35°C em Mato Grosso e Goiás, 37°C em Tocantins e mais de 32°C em Minas Gerais, ao mesmo tempo em que diversas cidades do Sul sequer conseguiram alcançar os 10°C durante a tarde.

Contraste térmico deve persistir

As previsões indicam que o ar quente sobre o Centro-Oeste, Norte e Nordeste deve se intensificar após o dia 10 de julho, aumentando ainda mais o contraste térmico entre as diferentes regiões brasileiras.

No Sul, a expectativa é de continuidade das manhãs geladas, formação de geadas e temperaturas abaixo da média, enquanto o restante do país deverá enfrentar dias quentes e com baixos índices de umidade em diversas localidades.

Meteorologistas recomendam que a população acompanhe as atualizações da previsão do tempo, especialmente nas regiões mais suscetíveis às geadas e às variações bruscas de temperatura, que podem causar impactos na agricultura, na saúde e na rotina da população.